terça-feira, 6 de julho de 2010

NÃO

Bateu uma falta do que fazer e resolvi fazer algo a respeito por aqui.

O negócio é mais ou menos o seguinte: PQP! A pior coisa que tem é se arrepender de algo que não fizemos. Normalmente deixo me levar pelo que estou sentindo e, claro, me arrependo de umas paradas que fiz. Mas não fazer nada em determinadas situações me deixa profundamente arrependido e decepcionado comigo mesmo.

Vai vendo a merda

Quando eu tinha uns 16 anos ia de ônibus todo dia para escola. Tinham duas linhas que me deixavam todo dia na cara da escola. E como qualquer moleque, me atrasava todo santo dia. E dessa vez peguei um busão mais vazio.

Me sentei ao lado de uma menina, só que nem reparei muito, queria mais é encostar na poltrona e dormir. Quando fui ver essa garota tinha puxado maior assunto comigo. E não é que ela era bonita e, principalmente, super agradável?!

Até que fiz uma força para lembrar algo que conversamos, mas já faz um tempo e nossa memória costuma nos pregar peças. Se eu não me engano, ela disse que gosta de Engenheiros do Hawaii.

Fato é, o papo foi muito agradável, pois a sensação de que tive uma boa conversa com alguém, até então muito simpática, eu me lembro até hoje. E é aí que mora o problema desse episódio, afinal a maior lembrança que eu tenho desse dia é essa. "A sensação de que tive uma boa conversa com alguém..."

Cara, eu não tive nem a coragem de pegar o celular dessa garota! Como eu pude ser tão otário?! Não dá nem para me xingar de filho da puta, pois até o maior FDP do mundo teria pedido no mínimo o telefone daquela menina.

Essa guria poderia ser a mulher da minha vida! Ou quem sabe se tornado uma grande amiga, na pior das hipóteses ela me passaria o número errado!

Tudo isso por causa da porra de um não!

Cayan Fontoura


Trilha sonora para relaxar.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sessão da Tarde

O mundo dá voltas, e todo mundo já está de saco cheio de ouvir isso, mas o que quase ninguém percebe é que na maioria das vezes nossas vidas andam em círculos. Vira e mexe nos vemos no mesmo ponto de onde começamos, e aí parece que essa nossa constante busca por um pouco de felicidade é na verdade mais um tentativa de fugir desse ciclo vicioso.
Provavelmente eu só estou falando isso porque acabei de ter um epifania cercada de um pessimismo enorme, mas isso não deixa de ser uma conclusão lógica, afinal, não é que parece que já vi esse filme de algum lugar?! (Tipo quando você vê Lagoa Azul na sessão da tarde, saca?) E já li em algum lugar que o pessimismo é uma coisa boa, e que graças a ele tem muita gente viva por aí.
Mas voltando a história de viver em círculos, andei prestando bastante atenção com o que vem acontecendo ao meu redor e, parece que já passei por tudo isso antes. Quando me sinto só é a mesma solidão de antes, quando lembro de algo, parece bastante com algumas memórias que já tive... A história toda se divide em três partes: a primeira foi essa que acabei de falar, depois vem o falso final feliz, e depois tomo um capote.
Dizem por aí que é bom levar uns tombinhos para aprender, até concordo, mas quando isso começa a se repetir é sinal de alguma coisa está muito errada.
Puta merda, escrevi, escrevi aqui e estou com uma sensação de que só falei merda! Quer saber? Valeu pelo desabafo, fazia um tempinho que não praticava isso aqui mesmo e, pelo visto essa pratica não vai mudar muita coisa mesmo, nunca mudou, então vamos lá dar mais murro em ponta de faca. Hasta la vista!
Cayan Fontoura

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Copo meio cheio ou meio vazio?

Aquela velha discussão: Como está o seu copo, meio cheio ou meio vazio? A verdade é que nunca estamos satisfeito com nada.
Eu estou começando a desconfiar que na verdade existe o copo vazio e copo transbordando. Quando não estamos vazios e pobres de espirito, estamos de saco cheio de tudo ao nosso redor. Eu tô transbordando já, mas isso não sai da minha cabeça.

Cayan F.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Paciência

Minha mãe resumiu com uma frase muito simples o siginificado que a palavra paciência tem para mim.

"Paciência é uma virtude."


Talvez algum dia já tenha sido algo que praticassemos, mas cada dia que passa fazemos isso menos e menos. Temos feito tão pouco que paciência se tornou uma virtude.

O mundo anda carente de tolerância, "nunca antes na história" da humanidade se implorou tanto por um pouco mais de sossego.
Por isso, antes de soltar os cachorros por aí, pare e reflita um pouco. Tente não fazer as coisas sem pensar. Tenha o minímo de sensatez. Conte até dez se necessário. Faça silêncio se preciso. Ponha uma música (me ajuda muito a pensar).
Temos nos irritado por muito pouco, essa mesquinhice constante está nos adoecendo. Qual é ? Dignidade por um acaso agora faz mal é?
Enfim, não vai lhe custar nada tentar ser paciente, se não der certo agora uma hora vai dar. Nunca dá certo? Parta para outra então, chega de dar murro em ponta de faca! Adíos!
Cayan Fontoura

sábado, 5 de dezembro de 2009

Diário de Bordo

Um dia resolvi encarar tudo com a maior naturalidade possível, descobri que assim não necessariamente estaria ignorando tudo. Na verdade, as coisas foram se atenuando até o ponto de que, pelo menos pra quem tá de fora, eu não pareço nada incomodado.
O único sinal de melhora até agora, é que minhas viagens tem sido feitas para outros lugares até então esquecidos, outros até novos.
A grande verdade? Tudo continua vivo dentro de mim, as vezes até mais do que imagino.
Vai morrer? Bem, eu tenho uma teoria quanto a isto, mas aí é assunto para outros post's. Está tudo em um curso digamos que natural, já estou até voltando a me surpreender. Está até bantendo aquela "vontadezinha" de me meter onde não devo.
Aquele medo de não voltar a sentir ainda me ronda de vez em quando, e aquela vontade de me jogar de um prédio sempre tive e sempre vou ter, mas a sede de viver sem me preocupar com amanhã só cresce.
A tentativa de intensificar tudo que faço como sempre só me enriquice, mais até que o esperado. E o momento mais apropriado para aprender algo parece ser o final.
Adquiri uma concepção de que tudo dever ter um fim, não importa como será o desfecho, vai acabar. Chega uma hora que cansa, e isso inclui até as nossas vidas. Ando meio apocaliptico não estranhe.
E parece que esse texto também está chegando ao seu fim, por hoje é só. Adíos! Cambio desligo.

sábado, 14 de novembro de 2009

Eu queria muito saber o que se passa na cabeça dele. Às vezes queria muito poder ajudá-lo, pois sinto que ele precisa muito disso. Jugá-lo parece ser muito fácil, tentar entender como chegou a esse ponto é um pouco mais complicado.
Tudo o que ouço a respeito dele são lamentos, e tem dias que isso decepciona. A última coisa que vejo nele é uma pessoa ruim. Tenho a impressão de que simplesmente aceitou viver sem perspectivas em si próprio, e não se tocou do mal que isso pode ter causado nas pessoas ao seu redor.
Não quero sentir raiva dele, não me soa correto guardar rancor. Não quero sentir pena dele, nem ele, nem ninguém nesse mundo merecem isso. Sentir falta por enquanto parece ser o melhor.
Talvez um dia eu entenda porque a vida criou essa distancia, talvez eu consiga ajudá-lo, e quem sabe até entender o que passa na cabeça dele.
Cayan Fontoura



Timothy, we found your spaceship. Timothy, it’s the farthest you’ve ever flown.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Imagens Também Falam